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As
inteligências Múltiplas e seus Estímulos
Celso Antunes
O
texto a seguir refere-se a trechos do livro citado
acima.
O que é inteligência?
A
palavra inteligência tem sua origem na junção
de duas palavras latinas : inter = entre e eligere
= escolher. Em seu sentido mais amplo, significa a
capacidade cerebral pela qual conseguimos penetrar
na compreensão das coisas escolhendo o melhor
caminho.
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É
evidente que a inteligência não constitui
apenas um elemento neurológico isolado, independente
do ambiente. O indivíduo, portanto, não
seria inteligente sem sua língua, sua herança
cultural, sua ideologia, sua crença, sua escrita,
seus métodos intelectuais e outros meios do
ambiente.
É possível afirmar com segurança
que a inteligência de um indivíduo é
produto de uma carga genética que vai muito
além da de seus avós, mas que alguns
detalhes da estrutura da inteligência podem
ser alterados com estímulos significativos
aplicados em momentos cruciais do desenvolvimento
humano.
O homem concentra sua atividade cerebral no lado esquerdo,
onde estão as funções da fala,
do raciocínio lógico, da memória
espacial, que estimula deduções, calcula
com mais segurança riscos e perigos e uma série
de atributos aos quais se dá indevidamente
o nome de razão. O cérebro feminino
tem volume menor, neurônios a menos, mas, em
compensação, possui áreas nas
quais os neurônios são mais concentrados
do que os homens. As mulheres utilizam bem mais os
dois lados do cérebro e, portanto, muito mais
do que o homem, o hemisfério direito, onde
ficam guardadas as emoções, os rostos
conhecidos e a memória afetiva.
Os circuitos cerebrais responsáveis pelas diferentes
inteligências amadurecem em períodos
diferentes da vida, destacando a importância
do estímulo durante a infância. A densidade
das sinapses nas crianças de 1 a 2 anos é
cerca de 50% maior do que um adulto, mas o universitário
de 22 anos tem tanta facilidade ou dificuldade de
aprender quanto seu avô de 71.
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